terça-feira, 26 de junho de 2012

FASTIO EVANGÉLICO

Sabemos no decorrer da história que quando Jesus esteve na terra, escolheu 12 discípulos que daria continuidade ao plano de salvação para humanidade. Entre seus ensinamentos Ele ensinou que não iria deixa-los órfãos mais enviaria outro consolador que iria conduzi-los a toda a verdade e que o Espírito Santo iria glorificar o filho. Jo. 16:14

Quando veio o espírito Santo no dia de pentecostes houve um grande derramar do Espírito e muitos ficaram atemorizados. Mas os discípulos ficaram cheios de poder, pois afinal de contas eles foram avivados. Houve também uma grande paixão pelas almas.

Sabemos também que mesmo as perseguições e as mortes dos opositores cresciam o número de cristãos. O amor a Deus era notório, pois há relatos que quando os cristãos eram queimados vivos se ouviam louvores a Deus.

Com o passar dos tempos, hoje vivemos um momento critico do cristianismo, é notório um fastio de Deus entre os seus (fiéis).

Fastio segundo o dicionário Aurélio é:

1. Repugnância pelo alimento; falta de apetite.

2. Aborrecimento; tédio; enjoo.

Infelizmente é o que vemos nas igrejas de hoje. O povo não sente fome e sede de Deus, de ler sua palavra, de ter um maior relacionamento com Ele. Já não se ver um povo apaixonado e que demostre sua paixão, só se canta mais não vemos vivência dessa paixão, os lideres cada vez mais estão amantes de si, sofrem de pulpitolatria, são gananciosos, buscam seus próprios interesses. Os cultos mais parecem shows do que cultos, já não se ver falar de Jesus nos cultos. Não seria esse o motivo do fastio evangélico? Será que aquele Espírito santo não está mais nas igrejas? Há um esfriamento total, muitos procuram as igrejas na tentativa de solucionar seus problemas, talveis por estarem frustrados com a achumbaria ou a magia negra.

Com a idolatria e o materialismo nas igrejas já não se tem espaço para o Espírito de Deus atuar, penso se cristo estivesse entre nós em carne de qual igreja ele faria parte.

Esse fastio precisa ser tirado do meio do povo, não só do povo mais de cada um de nós. Quanto tempo faz que você não separa um tempo para adorar a Deus, tendo um momento de oração de meditação da palavra, de se prostrar e chorar diante de Deus e de ouvir sua voz, de clamar pelas almas perdidas.

Deus não busca críticos do sistema que vivemos hoje, mais de adoradores que se levantam e saiam do seu conforto, do anonimato e seja um porta-voz de Deus.

"Deus não será maior se o respeitas, mas tu serás maior se o servires. "

Santo Agostinho.

Clamo a Deus por um avivamento na sua igreja, a começar na minha vida!

Postado por: Gerson Pimentel da silva.

Jesus, a verdadeira autoridade.


Lucas 7.2-7: “O servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte.  Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos  judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo.  Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto;  porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.  Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa.   Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.”


O texto registra um milagre de Jesus, em Cafarnaum, que envolve um Oficial do Exército romano, a serviço de Herodes Agripa.



O centurião era um Oficial romano, comparável hoje ao capitão, que comandava um efetivo de mais de 100 homens. Como ocupava uma posição importante, geralmente gozava de boa fama, além de ser considerado um “nobre”, com responsabilidade de administrar pessoas e recursos financeiros que lhe eram confiados, em troca de um salário.



Nos relatos bíblicos encontramos os registros de alguns centuriões:



1)      No Calvário, depois que Jesus expirou, um centurião exclamou “verdadeiramente este era o filho de Deus”, conforme Mateus 27.54;



2)      Um centurião também disse a Pilatos a verdade acerca do corpo de Cristo, Marcos 15.44-45;



3)      Em Atos 27 está o relato de um Centurião, chamado Julio, que tinha boa disposição para com o apóstolo Paulo durante sua viagem à Itália.


O centurião tinha um servo, o qual estava seriamente doente, no evangelho de Mateus, diz que ele estava de cama com paralisia, correndo risco de morte.



Jesus tinha operado grandes milagres em Cafarnaum. O centurião certamente ouviu a respeito, o que o levou a suplicar em favor do servo, demonstrando generosidade e misericórdia.



O texto fala de autoridade, que é uma palavra de origem latina "auctoritate", que tem inicialmente o sentido de: "aquele que tem o poder". 



O dicionário define como: “Pessoa que tem poder público de mandar. Ter força para...”



Embora fosse homem importante, de posses, representante e de Roma exercer autoridade e domínio sobre Israel, o centurião reconheceu a autoridade de Jesus, muito acima da sua própria autoridade.



As características do centurião:



1.  Creu ao ouvir falar de Jesus:



Jesus havia operado vários milagres em Cafarnaum, o que chegou ao conhecimento do Centurião e o levou a crer no poder de Jesus em curar os enfermos:



1.1.Curou a sogra de Pedro (um grande milagre em curar uma sogra);



1.2.Curou pessoas que tinham vários tipos de doenças, conforme Lucas 4;



1.3.Curou um leproso, enfim a fama de Jesus se espalhava naquela região.



2. Foi humildade:



            No versículo 6, o centurião diz: “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda uma palavra, e o meu servo será curado”.



Ao ouvir que Jesus estava próximo, aliás, bem próximo, seu senso de indignidade pessoal em relação à majestade de Jesus, falou mais alto. O centurião prontamente pede que Jesus fale apenas uma palavra de cura. Ele crê que seria o suficiente para produzir uma recuperação completa, reconhecendo a autoridade de Jesus sobre toda enfermidade e sobre todo o mal.



O centurião não precisava estar presente para que suas ordens fossem cumpridas, e crendo na autoridade soberana de Cristo, sabia que apenas uma palavra poderia mover todo o mundo espiritual e restabelecer a saúde daquele servo enfermo.



A Palavra de Jesus é suficiente, porque Ele está acima de tudo e de todos.



Mateus 28.18: Jesus disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.



O centurião reconheceu que Jesus é a verdadeira autoridade.



3. Demonstrou absoluta confiança na autoridade (poder) de Cristo sobre todas as forças invisíveis.



            Jesus se maravilhou com tremenda fé e submissão demonstrada por um homem, “gentil” termo utilizado para definir aqueles que não eram judeus, que creu que se Jesus apenas falasse, sem impor as mãos como fez em outros milagres que o centurião ouvira, seu servo seria curado. Até aquele momento Jesus não tinha se deparado com tamanha fé.



            Para assegurar que suas palavras seriam entendidas, Jesus voltou-se a multidão que o seguia, e disse que a fé daquele Oficial de raça gentílica superava em excelência a toda a encontrada, inclusive entre os judeus.



Jesus manda que o centurião retorne à sua casa e como havia desejado em seu coração, assim seria feito. Consequentemente quando os amigos do centurião retornam à sua casa, encontraram o servo do centurião em boa saúde.

O que nos mostra o texto:
1. Mostra-nos a responsabilidade que temos em levar as Boas Novas e as maravilhas do Nosso Senhor Jesus Cristo, que ama a todos indistintamente, e apenas ordena que todos os homens o recebam pela fé.



2. Mostra-nos que não importa a posição que o homem ocupe, a verdadeira autoridade pertence a Cristo, que tem PODER para mudar todas as circunstâncias com apenas uma Palavra. Como fez o centurião, devemos chegar a Cristo com humildade reconhecendo a autoridade dele sobre nossa vida.



3. Mostra-nos que devemos ter compaixão para com as almas e apresentar o Cristo que salva, cura, liberta e transforma as vidas, sem nenhuma distinção entre posição social. O centurião, homem importante e de posses foi alcançado pela Palavra de Cristo e seu servo também foi alcançado e curado pelo mesmo PODER.



Jesus disse:



“TODO AQUELE QUE O MEU PAI ME DÁ VIRÁ A MIM; E O QUE VEM A MIM DE MANEIRA NENHUMA O LANÇAREI FORA.”  (João 6.37)
Por: André Luiz de Leme Jacinto

UMA GUERRA REAL OU INVENTADA?


O assunto pode inicialmente causar espanto e pasmo, embora diariamente o termo guerra seja uma constante em nossas vidas. Todos os dias temos que enfrentar, combater e gerenciar uma guerra em várias frentes, são os conflitos de ordem pessoal, familiar, social, conjugal, as crises existenciais, a hostilidade ferrenha do capitalismo consumista materialista, os escândalos crônicos da corrupção e do favoritismo, a constante luta desesperadora e quase apelativa pela sobrevivência, entre outras.

Como se não bastasse, temos hoje um número, talvez pequeno ou não, que não sabemos definir ao certo, a não ser considerá-los como libertinos, desprovidos da verdade, da compaixão e do amor ao semelhante. Contudo, sabe-se que por se verem frustrados e decepcionados por não saberem aproveitar as oportunidades propostas pela vida, se tornaram em caçadores de cobaias, bodes expiatórios ou outra coisa do gênero e transformaram-se em especialistas na invenção de guerras procurando com logros, sofismas e argumentos efêmeros a todo custo apresentá-las como real.

Estamos contemplando nestes dias uma dessas guerras inventadas com tônica de realidade. De um lado os religiosos, mas precisamente, os cristãos, evangélicos e protestantes do qual faço parte versus a ala ou classe dos homossexuais. Esses lobos (inventores de guerra) com aparência de ovelhas vendem escandalosa e desmedidamente a ideia defendida outrora por Max, quando fez uso da célebre frase “a religião é o ópio do povo”. Esses dizem que somos um baluarte de reação, obscurantismo e conservadorismo e em casos extremados, fanáticos.

Nessa guerra inventada formulada no mundo do subjetivismo e ancorado nos mais sórdidos desejos egocêntricos, de forma covarde e cruel somos lançados em arenas e coliseus, condenados sem julgamento e sem direito de ampla defesa. Não somos alienados, nem fantoches, porém defendemos causas e direitos legítimos.

É bem verdade que como verdadeiros cristãos jamais abriremos mão das verdades contidas na Bíblia, pois entendemos e temos provado que ela é a verdade e a mais perfeita revelação de Deus a uma humanidade destituída da sua glória e que é incapaz de fazer o bem (Sl.14:2, 3; Rm.3:10-12), por isso mesmo, necessita de redenção, obtida única e exclusivamente em Cristo (Rm.3:23, 24).

Ao contrário do que é vendido, aprendemos diferenciar atitudes e ações praticadas pelas pessoas da pessoa, ou seja, combatemos e condenamos atitudes que procuram revogar o estado gregário e o aspecto comum características fundamentais do conceito de sociedade. A nossa luta, não é contra a carne nem o sangue, ou seja, contra a pessoa, mas sim, contra as fontes originárias que desfiguram e contrariam a natureza humana, sejam visíveis ou invisíveis (Ef.6:12) e que por sua vez, as distanciam ainda mais do seu criador.

Somos chamados de moralistas fundamentalistas porque levantamos a bandeira do não corrupção, da não libertinagem, da não imoralidade, entre outras. Quanto aos homossexuais, o que sempre condenaremos será a prática homossexual e nunca a pessoa homossexual, assim, não é um discordar por discordar, pois partimos de dados científicos (biogênese, biogenética, etc), de estudos sociais e do ambiente, da psicologia (formação da identidade da pessoa, etc) e como regra-mor a Bíblia que claramente nos informa que tais práticas são frutos do poder do pecado que impera no homem e que devem ser trabalhadas e rejeitadas (Lv.18:22; 20:13; Dt.22:5; Rm.1:26, 27; 1Co.6:10; 1Tm.1:10) e por isso mesmo, consideradas abominação.

A falácia, porque julgo ser este o nome apropriado a essa ideia de guerra inventada é tão grave para não dizer descabível, que uns dias atrás ouvi uma matéria em uma emissora de rádio muito conceituada, onde procurava-se fazer propaganda sobre a “parada gay” na Avenida Paulista aqui em São Paulo, que dados fornecidos por uma organização no Estado da Bahia havia computado e apresentado um índice onde pouco mais de 250 homossexuais haviam sido mortos comparados com o mesmo período do ano passado. Agora pasmem e acredite se quiser, “todos foram vítimas de intolerância homofóbica”. Bem, ou isso é uma piada de mau gosto contra os homossexuais ou esses fascistas invencionistas acreditam que podem nos subjugar, subestimando nossa inteligência. Eu me perguntei: Nenhum deles morreu vítimas de acidentes, de doenças diversas, atropelamentos, overdose, etc? Dados assim deveriam constar no livro dos recordes como “o cúmulo das aberrações”. Acreditar em um fato como esse é o mesmo que dizer que “todas” as crianças que morreram em um dado período foram vítimas de gripe ou diarreia.

Agora amigos leitores, no site www.portasabertas.org.br temos relatos de uma guerra verdadeira e real. Nunca na história da humanidade houve tanta intolerância religiosa contra os cristãos (evangélicos e protestantes). Juntando todos os séculos passados com suas vítimas e mortes o século XXI supera-os, ou seja, em apenas um século houve e há mais mortes de cristãos do que a soma dos demais. Isso sim considero uma guerra cruel sem precedentes.

O que nos resta agora é responder a algumas perguntas. Quem será os beneficiários nessa guerra inventada? Certamente não são os homossexuais. Quem serão os prejudicados? Com certeza não são os cristãos. Quem elaborou a lei que impede que os homossexuais recebam orientação sexual? Quem mais trabalha e promove inclusão social em qualquer nível? Quem mais defende o direito legítimo das pessoas?

A lista é grande, mas termino minhas palavras desmascarando esses inventores de guerra fazendo uso de um versículo da Bíblia Sagrada: “Abominação é, para os justos, o homem iníquo; mas abominação é para o iníquo o de retos caminhos” (Pv.29:27).
Por: Omar João da Silva

A Trindade no Antigo Testamento

1. INTRODUÇÃO

A fé cristã deve estar fundamentada na doutrina bíblica. Por outro lado, o conhecimento sobre a verdadeira natureza de Deus traz implicações para os fundamentos da fé cristã. Neste esteio, o verdadeiro conceito sobre a natureza de Deus deve ser fiel às Escrituras e, no tocante à natureza divina, é inevitável abordar a Trindade, doutrina fundamental da fé cristã.

Muitas pessoas sinceras e honestas questionam se a doutrina da Trindade é um ensinamento claramente bíblico. Não por acaso, somente nos primeiros séculos da história eclesiástica tivemos a consolidação do ensino da Trindade com base no cânon neotestamentário. Assim, não foi o imperador romano Constantino o responsável pela introdução desta doutrina no Cristianismo, como defendem alguns. A ação apologética cristã dos concílios trinitários veio consagrar aquilo que já era crido na igreja primitiva.

Neste trabalho acadêmico queremos trazer a baila um assunto espinhoso: no Antigo Testamento a Bíblia atesta a Trindade da divindade? Como podemos entender a revelação nas Escrituras Sagradas a respeito da tri-unidade de Deus com fulcro nos textos bíblicos veterotestamentários? Buscaremos evidências e provas nas passagens bíblicas do Antigo Testamento para o ensino sobre a natureza do Deus trino e uno.

Nosso pressuposto é o de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível, que detém inspiração plenária e verbal. Também consideraremos que evidência corresponde tão somente a elementos que podem indicar (indício, sinal) aquilo que é investigado como autêntico ou genuíno, num sentido diverso de prova, que é aquilo que atesta a veracidade de algo.

A Deus seja toda a glória, hoje e sempre, amém!
2. O QUE É TRINDADE?

Trindade é um termo usado para denominar a doutrina cristã que se refere à natureza de Deus como sendo composta por três pessoas divinas. A doutrina da Trindade, de um modo geral, advoga a existência de um só Deus que subsiste eternamente como três pessoas. Segundo GRUDEM, a plena compreensão do mistério da Trindade é impossível ao homem, contudo pode ser conhecida resumidamente em três proposições básicas: Deus é três pessoas; cada pessoa é plenamente Deus; e, há um só Deus. Na Trindade, cada pessoa é plenamente Deus ou possui todo o ser de Deus, além de ter todos os atributos divinos. Nenhuma das pessoas divinas tem algum atributo que não seja também possuído pelas outras e cada pessoa se relaciona com as outras como um “eu” (primeira pessoa), um “você” (segunda pessoa) e um “ele” (terceira pessoa). Para ERICKSON, “A fé cristã é sem igual ao alegar que Deus é um mas que, ao mesmo tempo, há três pessoas que são Deus” (2008, p.128).

Todos os outros seres chamados de deus ou deuses, por quem quer que seja, mesmo nos casos observados nos registros bíblicos (e.g., 1 Reis 16.30-33; Isaías 44.15-17; 2 Coríntios 4.4), não passam de falsas divindades. Nenhum deles possui natureza divina e a Palavra de Deus é clara sobre o fato de que há um único Deus (1 Coríntios 8.4; Gálatas 4.8). Estas falsas divindades são assim chamadas por aqueles que as atribuem qualidades intrínsecas ao Deus verdadeiro ou por aqueles que arrogante e loucamente fazem-se deuses. Entretanto não passam de caricaturas do único digno de receber toda honra e toda glória, todo louvor e toda adoração. Somente pessoas manchadas com a natureza pecaminosa poderiam dividir a glória de Deus, o Criador, com Suas criaturas. E somente o Inimigo de nossas almas ou um lunático poderia considerar-se um deus.  

A doutrina cristã da Trindade não nega o monoteísmo próprio da confissão de fé judaico-cristã, mas o explica. De forma mais definida e precisa, define a ontologia divina, isto é, que tipo de ser ou qual a essência do Deus revelado nas Escrituras Sagradas. BATISTA assevera que a Trindade defende que mesmo a Bíblia afirmando a existência de um único Deus por natureza (Deuteronômio 6.4; Isaías 43.10; 44.6-8; 1 Coríntios 8.4; Gálatas 4.8), tanto o Pai (1 Pedro 1.2-3), como o Filho (Tito 2.13; 2 Pedro 1.1), e o Espírito Santo (Atos 5.3-4; Hebreus 10.15-16) são chamados de Deus.

A palavra trindade não aparece em nenhum lugar na Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. Entretanto, não devemos rejeitar a doutrina da Trindade, pois apesar do termo não aparecer nas Escrituras Sagradas, seu ensino é claramente revelado na Bíblia Sagrada. Destarte, se rejeitássemos a doutrina da Trindade simplesmente por não existir o termo trindade nas Escrituras, pelo mesmo motivo deveríamos rejeitar outras doutrinas bíblicas fundamentais, como a onisciência divina, o pecado original e até mesmo o próprio termo bíblia.

ROSENTHAL assevera que o termo “tri-unidade” seria mais adequado para expressar a doutrina bíblica genuína do que trindade. Isto a fim de evitar a comunicação de qualquer conceito politeísta (crença numa pluralidade de deuses) ou triteísta (crença em três deuses). A tri-unidade expressa a crença no Deus trino e uno, isto é, que Deus é um só, ao mesmo tempo em que consiste em três pessoas. Já o vocábulo trindade, pode ser confundido com a ideia de divindade tríplice das religiões pagãs.

A doutrina da Trindade não é confusa e nem contraditória. O fato da mente humana não conseguir entender Deus em sua totalidade não é suficiente para negar a verdade bíblica da Trindade. A Bíblia declara que Deus não teve começo e nem fim, pois é eterno (Salmo 90.2). As Escrituras afirmam que Deus é um ser misterioso (Isaías 45.15) e está muito acima dos homens no que diz respeito aos caminhos e pensamentos (Isaías 55.8-9). Aceitamos quem Deus é por convicção de fé e não pelo nosso raciocínio lógico com suas limitações (Hebreus 11.1-3). Se conhecêssemos a Deus em Sua totalidade, Ele deixaria de ser Deus e nós deixaríamos de ser homens.
3. HÁ EVIDÊNCIAS DA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO?

A unidade divina é claramente ensinada nos textos veterotestamentários. Mas compulsando os livros do Antigo Testamento, podemos encontrar evidências da Trindade? O uso do vocábulo hebraico transliterado Elohim, no primeiro capítulo do livro de Gênesis, é uma menção do escritor bíblico ao Deus onipotente e eterno. Nesta passagem bíblica, Elohim é palavra que aparece no plural, mesmo se referindo ao único Ser Criador de todas as coisas: “No princípio criou (bara) Deus (Elohim) os céus e a terra” (Gênesis 1.1). O verbo bara (vocábulo hebraico para o verbo criar) está no singular e o sujeito Elohim (que significa deuses) é o plural da palavra hebraica El ou Eloah. Em português, tanto El quanto Elohim são geralmente traduzidos como Deus. Esta pode ser considerada uma evidência da pluralidade na divindade.

A palavra de Deus também usa uma expressão no plural para se referir ao Criador do homem (Gênesis 1.26-27), ao mesmo tempo em que afirma que Deus não possuía parceiros na Criação (Isaías 40.14; 44.24): “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1.26a). Trata-se de uma ocorrência de pronome pessoal no plural usado em referência a Deus. Neste caso, estão presentes palavras como “nós” (subentendido) e “nossa”, ambas no plural, em conjunto com “imagem” e “semelhança”, ambas no singular, evidenciando a unidade composta com referência ao único Deus Criador.

O uso de pronomes pessoais plurais para Deus, ainda que subentendidos, também ocorre em outras citações bíblicas como na queda de Adão e Eva (“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós” - Gênesis 3.22a), na confusão de línguas em Babel [“E o Senhor disse: (...) Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” - Gênesis 11.6-9] e na consagração do profeta Isaías (“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: a quem enviarei, e quem há de ir por nós?” - Isaías 6.8). Quando analisamos o contexto das passagens bíblicas supracitadas, embora não haja prova cabal da Trindade, temos indícios bíblicos para a unidade composta de Deus. Neste sentido, GRUDEM afirma categoricamente que “se Deus existe eternamente como três pessoas, seria surpreendente não encontrar indicações disso no Antigo Testamento” (2009, p.166). O renomado teólogo ainda assevera que “já nos primeiros capítulos de Gênesis temos uma indicação da pluralidade de pessoas no próprio Deus” (idem).

Muitos estudiosos defendem que as ocorrências da forma plural nos textos bíblicos referidos, tanto no uso de Elohim como nome de Deus, quanto no uso de pronomes pessoais plurais com referência a Deus, sejam consideradas como plural majestático ou de excelência. Tais ocorrências seriam expressões de grande dignidade, majestade, excelência, plenitude de poder e superioridade. Esta interpretação parece ser coerente com a Bíblia Sagrada, em que pese afastar qualquer ideia de pluralidade e alicerçar-se na ideia única da singularidade divina e Seus atributos exclusivos. Por certo, ainda que este posicionamento seja autêntico, ele não afasta a verdade da doutrina da Trindade consubstanciada nas Escrituras.

Contrapondo a posição do plural majestático, nota teológica da Bíblia Apologética de Estudo (2005, p.3), indica que os reis e governadores não usavam a pluralidade ao falarem ao povo ou ao fazerem seus decretos, citando como exemplos os textos de Esdras 1.2 e 7.11-13. Levando isto em consideração, bem como observando que Deus usou a linguagem humana para se revelar aos homens, então seria mais coerente que Ele não usasse a pluralidade no contexto em que foram escritos os textos bíblicos do Antigo Testamento. Clara indicação de que o uso de Elohim, segundo os autores das notas da Bíblia Apologética, é uma prova para a Trindade.

É importante destacar que a unidade composta da divindade pode ter evidências no Antigo Testamento, conforme vimos anteriormente. E não há óbices no bojo das passagens bíblicas do Antigo Testamento para a Trindade, em que pese não haver evidências da tri-unidade divina. A palavra do original hebraico echad traduzida como “único” em Deuteronômio 6.4-5 também aponta para uma unidade composta: “Shema Yisrael Adonai elohenu Adonai echad”. A Shema (que significa ouve) é o coração da fé judaica monoteísta absoluta que ensina que Deus é indivisivelmente uno. Contudo, não podemos afirmar que a Shema negue a Trindade. Num posicionamento parcial, ROSHENTAL chega a afirmar que a Shema é uma das mais poderosas declarações em favor da Trindade encontradas na Bíblia, justamente pelo uso do vocábulo echad. Outro exemplo bíblico do uso de echad na Bíblia encontra-se na aplicação para o casamento. Duas pessoas distintas são consideradas por Deus como uma única carne, mesmo sendo pessoas distintas: “uma só (echad) carne” (Gênesis 2.24). Trata-se de alusão a uma unidade perfeita e harmônica numa coletividade. Ademais, existe outra palavra que expressa unidade absoluta no hebraico - yachid. Esta nunca é usada nas Escrituras quando se refere a unidade do Deus verdadeiro, por ser usada apenas com referência a unidade simples, a uma única pessoa, como no caso de Isaque, filho de Abraão, na passagem de Gênesis 22.12: “o teu único (yachid) filho”.

Podemos citar mais exemplos bíblicos do uso do termo echad que denota unidade composta: Gênesis 1.5 (“o primeiro dia”, primeiro = echad); Números 13.23 (“um cacho de uvas”, um = echad); Esdras 2.64 (“toda esta congregação”, toda = echad); Jeremias 32.38-39 (“um só coração (...) um só caminho”, um = echad). Temos também mais exemplos bíblicos do uso do termo yachid que denota unidade simples: Gênesis 22.12, 16 (único filho da promessa, único = yachid); Provérbios 4.3 (“único diante de minha mãe”, único = yachid); Salmo 22.20 (“minha vida” ou “minha única vida”, literalmente, única = yachid); Juízes 11.34 (“era ela filha única”, única = yachid); Jeremias 6.26 (“pranteia como por um filho único”, único = yachid); Amós 8.10 (“luto por filho único”, único = yachid); Zacarias 12.10 (“como quem pranteia por um unigênito”, um = yachid). 

Outro aspecto interessante diz respeito às passagens bíblicas no Antigo Testamento que mostram pessoas distintas na divindade. É o caso do Salmo 45 que apresenta o rei de Israel como Deus. Vejamos os versículos 6 e 7: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros” (grifo nosso). Declaração semelhante ocorre no Salmo 110.1a (“Disse o Senhor ao meu Senhor”) e em Gênesis 19.24 (“Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra”). O contexto de Gênesis 19.24 é mais esclarecido por meio dos capítulos 18 e 19 do mesmo livro, onde observamos que um dos três homens que visitaram Abraão era o próprio Senhor Deus. Em todas estas referências bíblicas, verificamos duas pessoas distintas na divindade. A unidade verificada nestas passagens bíblicas é a unidade de desígnios e de desejo somente.

Passagens bíblicas messiânicas indicam também que o Messias esperado pelos judeus tem natureza divina: Isaías 6.6-7 (humanidade e deidade do Messias); Jeremias 23.5-6 (Messias é Deus: o “Senhor Justiça Nossa” = yahweh-tsidkenu); Miquéias 5.2 (a eternidade do Messias, atributo exclusivo de Deus: “e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”). Assim, verificamos a pluralidade na divindade por meio das referências bíblicas onde são mostradas pessoas distintas na divindade, pelo menos duas pessoas divinas, bem como com destaque para a natureza do Messias, que é apresentado como uma pessoa divina.

  Cumpre destacar que a doutrina da Trindade só foi declarada de forma explícita no Novo Testamento. Isto, possivelmente, por causa das tendências à rebeldia, à idolatria e ao pecado do povo de Israel (Isaías 1.2-4; Oséias 4.17). Assim, para que Israel não confundisse a natureza do único Deus verdadeiro com as tríades dos deuses pagãos no período anterior ao nascimento de Cristo, o Senhor enfatizou o ensino da unidade da divindade, o monoteísmo. De fato, somente depois do exílio babilônico é que verificamos o povo de Israel mais fiel à crença monoteísta. Antes, Israel passou pelo politeísmo e pelo henoteísmo (crença em vários deuses com a opção de seguir apenas um). A questão da revelação progressiva, desta forma, pode explicar em parte porque a Trindade só foi explicitada mais tarde, após o período do ministério público do Senhor Jesus.  

4. CONCLUSÃO
A pluralidade do termo usado como nome de Deus (Elohim), o uso de pronomes pessoais plurais relativos ao Senhor, o termo escolhido pelos escritores inspirados das Escrituras Sagradas para referir-se a unidade de Deus - echad (unidade composta) ao invés de yachid (unidade simples) - e a distinção de pessoas reconhecidas como Deus, como no caso do Messias, são evidências para a unidade composta de Deus, todas registradas nos textos veterotestamentários.
Contudo, parece não haver nenhuma elucidação no Antigo Testamento sobre esta unidade composta divina ou sobre a pluralidade na divindade. Importante relembrar que, neste opúsculo, evidência não é sinônimo de prova, mas apenas elementos que podem indicar aquilo que é investigado, no caso, a Trindade. Não encontramos evidências da Trindade no Antigo Testamento, mas é plenamente possível que os aspectos abordados neste estudo sejam evidências da unidade composta de Deus. Isto é coerente e racional dentro da concepção de revelação progressiva de Deus nas Escrituras e à luz de uma hermenêutica fiel aos textos bíblicos. A unidade composta ou coletiva de Deus é compatível e plenamente conciliável com a doutrina da Trindade.
Somente com o fechamento do cânon sagrado é que pudemos compreender mais claramente a tri-unidade divina, o que ocorreu já na era cristã. Ainda assim, Deus valeu-se de desvios doutrinários e ensinos heréticos para provocar a igreja de Cristo no sentido de aperfeiçoar o entendimento sobre a natureza de Deus, como no caso do surgimento do arianismo que teve como resposta o Concílio de Nicéia de 325 d.C. definindo a consubstanciabilidade do Filho e do Pai, entre outros concílios trinitários. Deus quis se revelar aos homens e o fez conforme Sua vontade e para Sua glória.
A revelação progressiva indica que o Soberano Deus, como num processo gradual e sucessivo, foi desnudando suas verdades. Considerando que o mistério é uma verdade divina ainda oculta ou não revelada, o próprio Deus foi desvendando Seus mistérios, inclusive o mistério da natureza divina na Trindade. Louvemos ao Todo-Poderoso pela Sua infinita sabedoria e Sua providência. Sem o advento de Jesus Cristo e a conclusão e reconhecimento do Novo Testamento, seríamos incapazes de conhecer e prosseguir em conhecer ao Deus triúno. Queremos exaltar o nosso Deus:     
A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém. (1 Timóteo 6.15-16)

5. BIBLIOGRAFIA
BATISTA, Paulo Sérgio. Manual de respostas bíblicas. São Paulo: Editora Betesda, 2006.
BÍBLIA APOLOGÉTICA DE ESTUDO. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Edição Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original. São Paulo: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil e Instituto Cristão de Pesquisa, 2005.
EICKSON, Millard J. Introdução à teologia sistemática. Tradução de: Lucy Yamakami. São Paulo: Vida Nova, 2008.
GRUDEM, Wayne A. Teologia sistemática. Tradução de: Norio Yamakami e outros. São Paulo: Vida Nova, 2009.
ROSENTHAL, Stanley. A tri-unidade de Deus no Velho Testamento. São Paulo: Editora Fiel, [19?].

Por: Júlio Henrique dos Santos Soares

Ateísmo Juvenil

(por Vitor Ferreira)



Recebi uma indicação de um canal de vídeo no Youtube, chamado “Desce a letra”, cujo apresentador chama-se Cauê. Após assistir inúmeros vídeos, percebi a tendência ateística ou cética, como queira, deste apresentador. O que ficou mais evidente é que a força da argumentação do Cauê não está pautada em conhecimentos sólidos, palpáveis, mas sim na retórica, na forma em que ele apresenta as suas idéias. Embora os vídeos sejam carregados de palavras de baixo calão, atraem a atenção do público jovem. E não se engane, pois se você realizar uma pesquisa na juventude de sua igreja saberá que muitos conhecem este canal e até simpatizam com o mesmo. Bem, o fato é que este canal possui no mínimo 600.000 visualizações (alguns chegam a mais de um milhão) por postagem, o que realmente é um número muito expressivo. Agora você imagine o que as pessoas, principalmente os jovens, têm pensado acerca da pessoa de Deus e de sua Igreja, influenciados pelos “pensadores internautas” de hoje em dia, como PC Siqueira, Felipe Neto e o próprio Cauê, campeões de audiência na internet.
O Cauê fala sobre vários assuntos, mas uma vez e outra sempre toca no assunto igreja, e sempre em menção à televisa, que como todos podemos perceber possui condutas questionáveis. Essas denominações são um prato cheio para aqueles que não gostam de nenhum tipo de religião, principalmente o cristianismo, pois sempre repetem a opinião formada de que a nossa sociedade foi moldada por ele, por isso a sociedade possui muitas características que eles julgam ruins. Argumentos como a religião impede a liberdade da criatividade humana e coisas do tipo, coisas que Nietzsche disse no final do século 19, algo que todo “intelectual” consegue ter acesso e reproduzir como se fosse um pensamento inovador.
Agora gostaria de dar exemplos de coisas que assisti nos vídeos e dar um parecer cristão:
Vídeos
ANENCEFALIA RELIGIOSA E ABORTO - NOVO VIDEO CAUE MOURA DESCE A LETRA 
(Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=4TRym3jQY3M)
Eu não sei, mas é algo tão óbvio perceber que o Cauê nem se deu o trabalho de pesquisar sobre o assunto, e se pesquisou no mínimo foi omisso com a informação, pois ele só expôs a visão da mãe e do pai, egocêntrica em sua natureza, e não trouxe a questão da vida e direitos do feto. Na realidade para ele o feto não é um ser humano, mas sim um subumano sem direito, pois afirmou que se a igreja é contra o aborto pois termina com uma vida, deveria ser contra a masturbação de um homem que no ato da ejaculação “aborta” milhares de futuros bebês. Parabéns Cauê, você possui uma inteligência invejável! O pior é que muitas pessoas acham o Desce Letra o canal da sapiência contemporânea!
O aborto é algo abominável para a igreja cristã, pelo menos para as que possuem uma teologia pautada nas Escrituras, pois o direito de dar a vida e de tirá-la pertence a Deus. Acredito que minha declaração anterior não necessita de muitas explicações, pois creio que
estou falando para um público adulto, e que possui inteligência suficiente para entender o que quero dizer. Pois senão terei de explicar caso por caso, ex: homicídio, guerras, pena de morte, e tudo mais. Para resumir, a culpa de tais coisas não é de Deus, e está a milhões de anos luz de o ser. A culpa de toda esta maldade está em algo chamado PECADO.
Na questão aborto, tudo se resume em onde começa a vida. Na fecundação? No nascimento? Quem arrisca dizer? Digo que este mistério pertence ao Senhor Deus criador.
Para finalizar este assunto, o Cauê dá sua explicação de que às vezes acidentes acontecem na relação sexual, daí a gravidez acontece. Acidente aqui é igual à concepção de um filho, e ele nem estava fazendo menção de caso de estupro, mas sim de uma relação sexual casual, promíscua para falar claramente. Quem é o desumano neste caso? Onde está o ateísmo em tudo isto? Preciso mesmo responder?...



PC Siqueira PC na TV Urina, ateísmo e memórias ruins!



(Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=QedWMCi-ItU&feature=related)
E Aborto, Crentes e instagram



No 2º vídeo o apresentador PC Siqueira é enfático em dizer que é a favor do aborto, mas não que deseje que todas as mulheres façam aborto com frequência, mas somente em casos de necessidade como gravidez indesejada (tão subjetivo quanto à cabeça de qualquer um), anencefalia, resumindo, a mulher que desejar realizar o aborto por algum motivo deve ter este direito, pois afinal é ela é que abriga em seu ventre o bebê e é a progenitora da vida (mas no caso do aborto, seria da morte). Opinião semelhante ao do Cauê, mas este assunto já foi abordado anteriormente.
Agora falando de ateísmo propriamente dito, o PC se revelou uma espécie de ateu militante, pois em diversas declarações ele afirma não existir Deus e tenta influenciar pessoas. Ele ataca as igrejas televisas, e é realmente difícil apoiá-las, e usa como exemplo os escândalos para reforçar que as igrejas são instituições que visam lucro e estabelecem a ignorância nos fiéis, pois estes não têm liberdade de expressão. Essa questão da ignorância dos cristãos, só para constar, já foi tratada pelos Pais da Igreja (teólogos e bispos dos primeiros séculos), sendo um deles Orígenes, um grande defensor neste sentido, pois nessa época a religião cristã era tida como para ignorantes (não é engraçado). Revertido esse estereótipo no passado, os ateus a partir do iluminismo querem trazer de volta esta nomenclatura para os cristãos. É muita soberba achar que só porque estamos nos século 21, somos mais sábios do que as pessoas da antiguidade. Nós estamos certos e eles estavam errados. O próprio Isaac Newton admitiu em sua frase célebre “Se enxerguei mais longe, foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes” fazendo menção ao grande conhecimento de seu antecessores. Como agora alguns querem jogar no lixo e desprezar tudo o que as pessoas do passado acreditavam, escreveram e deixaram para nós. Isto não apenas para a religião, mas para tudo na vida.
Tentar provar a existência de Deus para um ateu é algo praticamente impossível, pois da mesma forma que para ele é impossível à crença em Deus, também é impossível para os que acreditam conceber a ideia da inexistência. Para que um ateu passe a acreditar em Deus, é
necessário que primeiro este creia na Bíblia, e isso somente se dá através da ação do Espírito Santo de Deus, pela pregação da Palavra.



Conclusão
Este artigo não visa destruir a imagem dos apresentadores dos canais no Youtube, discutimos e criticamos ideias, e não pessoas. É necessário realizar esta diferenciação.
Este assunto é muito extenso e difícil de tratar. Espero que tenha servido de alerta para nós cristãos genuínos, para que perseveremos em estudar a Palavra de Deus, e em anunciar a boa e sadia doutrina de Cristo. Não vivamos alienados do mundo, nem em discussões vãs entre nós mesmos, mas sejamos mais influentes na sociedade exibindo o bom caráter de Cristo, Senhor nosso. E quanto a você, que tem envergonhado ou ajudado a envergonhar o evangelho de Cristo, dizendo-se cristão e não tendo uma vida conforme os padrões da Palavra de Deus, lembre-se que no Grande Dia daremos contas ao Senhor de nossas ações, então mude de atitude enquanto há tempo.
Que o Senhor nos guarde contra todos os ventos de heresias, e nos ajude a perseverar até o fim, em dias de grande incredulidade e perversão.



Graça e paz.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

OS ATRIBUTOS DE DEUS

Os atributos de Deus são as qualidades que consistem o que Ele é, porém como não conseguimos conhecer Deus em sua totalidade, devido a nossa limitação humana, por isso foram criados métodos de classificação para tentar explicar a natureza de Deus, e talvez o método mais utilizado é esse da classificação de atributos incomunicáveis e comunicáveis.
Os atributos incomunicáveis são aqueles que expressão realmente a natureza de Deus, e Ele não os comunica ou compartilha com os homens e são até mais difíceis de entender pois como já foi dito a limitação do homem não permite um compreensão dessa natureza por completo.
Os atributos incomunicáveis são:
a)      Independência: “Deus não precisa de nós nem do restante da criação para nada; porém, tanto nós quanto o restante da criação podemos glorifica-lo e dar-lhe alegria” (GRUDEM, 1999, 109), ou seja, Deus é autossuficiente e não precisa de nada e ninguém, e Ele nos criou para louvor de sua glória.
b)      Imutabilidade: Deus não muda em seu ser, nas suas perfeições, seus propósitos e promessas, este atributo também é chamado de inalterabilidade, ou seja, Ele não muda conforme as circunstâncias e sim de acordo com sai vontade.
c)      Eternidade: Deus não tem princípio e nem fim, ninguém irá sucedê-Lo, e apesar de não estar limitado ao tempo Ele age no tempo, Ele não foi criado, mas é desde o princípio e será eternamente.
d)     Onipresença: Deus não está limitado a tamanho ou dimensões espaciais, Ele está presente em todos os lugares do espaço e age conforme a sua vontade em cada um desses lugares.
e)   Unidade: Deus não é “feito” ou dividido em várias partes, mas sim é um só com diversos atributos que são enfatizados em momentos diferentes, este atributo também é chamado de simplicidade divina.
Estes são atributos que Deus compartilha ou comunica ao homem, e por isso é de compreensão ligeiramente mais fácil, porém ainda temos limitações para conhecer por completo.
O teólogo Wayne Grudem em sua teologia sistemática faz subdivisões dos atributos morais de Deus.
Os atributos comunicáveis e suas subdivisões são:
2.1)      Atributos que descrevem o ser de Deus
a)      Espiritualidade: Deus é espírito, Ele não é composto por matéria e não possui natureza física, com isso ele não sofre limitações inerentes ao corpo físico, como tamanho, espaço, etc.
b)      Invisibilidade: Por ser espírito, não é possível ver a Deus, embora Ele se revele através de coisas visíveis, criadas.
2.2)      Atributos Mentais
a)      Conhecimento (onisciência): Deus conhece plenamente a si mesmo e a todas as coisas de forma simples e eterna, nada foge de seu conhecimento.
b)      Sabedoria: Deus sempre escolhe as melhores metas e os melhores meios de alcançar essas metas.
c)      Veracidade (e fidelidade): Isso implica que Deus é o Deus verdadeiro, e que tudo Nele é verdade e parâmetro definitivo da verdade, o termo fidedignidade também é usado como sinônimo da veracidade divina.
2.3)      Atributos Morais
a)      Bondade: implica que Deus é o parâmetro definitivo do que é bom, tudo o que Ele faz é digno de aprovação.
b)      Amor: Implica que Deus se doa eternamente aos outro. Deus não somente tem amor, Ele é amor.
c)      Misericórdia, graça, paciência: Podem ser três atributos separados ou aspectos da bondade de Deus. Misericórdia é a bondade de Deus para com os angustiados e aflitos, graça é a bondade divina para com os que só merecem castigo e paciência é a bondade Dele no sustar a punição daqueles que persistem no pecado por determinado tempo.
d)     Santidade: Deus é separado do pecado e dedica-se a buscar a sua própria honra.
e)      Retidão e Justiça: São dois termos distintos, mas na bíblia, tanto no antigo como no novo testamento, no hebraico e grego respectivamente, existe uma palavra por  trás(tsedek no hebraico e dikaios no grego) dessas duas e por isso pode ser considerado apenas um atributo. Deus sempre age segundo o que é justo e Ele é o parâmetro definitivo de justiça.
f)       Zelo: Deus busca continuamente proteger a sua honra.
g)      Ira: A ira de Deus é em relação ao pecado, Ele odeia intensamente todo o pecado.
2.4)      Atributos de propósito
a)      Vontade: É o meio pelo qual Ele aprova e decide executar todo ato necessário para a existência e para a atividade de si mesmo e de toda a criação.
b)      Liberdade: Deus é livre para fazer o que lhe apraz.
c)      Onipotência (poder, soberania): Permite a Deus fazer tudo o que for da Sua santa vontade.
2.5)      Atributos de síntese
a)      Perfeição: Deus é excelente em absolutamente todas as qualidades e não carece de nenhum aspecto dessas qualidades que lhe seja desejável.
b)      Bem-aventurança: Deus é bendito e por isso se deleita plenamente consigo mesmo e com tudo o que reflete o seu caráter.
c)      Beleza: É o atributo pelo qual Deus se revela a soma de todas as qualidades desejáveis.
d)     Glória: É o brilho criado que circunda a revelação do próprio Deus.
Através desses atributos é possível conhecer um pouco mais sobre a natureza de Deus e seu atributos, porém o homem nunca conseguirá conhece-Lo por completo pois o pecado e o fato de ser parte da criação limita o poder de conhecimento dele, por isso são usados método e atributos conhecidos aos homens para tentar descrever e ao menos ter uma pequena noção de quem é Deus e de toda sua glória.

Fontes:
1.      ERICKSON, J. Millard. Introdução à Teologia Sistemática. Ed. Vida Nova. São Paulo, 2007.
2.      GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. Editora Vida Nova. São Paulo, 2009.

Por: Marcos R. Perin